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Na jornada 25 da Liga NOS, o Porto saiu derrotado de Famalicão por 2-1, podendo voltar a perder a liderança do campeonato para o Benfica.

Na abordagem ao jogo, o Famalicão procurou, à sua imagem, iniciar a construção curta a partir de trás. Nesta primeira fase de construção, os laterais mantinham um posicionamento baixo e os médios Racic e Pedro Gonçalves eram as linhas de passe interiores para os centrais. No entanto, devido ao encaixe direto que o Porto promoveu e à capacidade de pressão dos seus elementos avançados, criou grande dificuldades à construção famalicense que raramente conseguiu encontrar Fábio Martins, o homem livre nas costas de Sérgio Oliveira e Danilo. A nível defensivo, a equipa de João Pedro Sousa partia de um 4-2-3-1 em bloco médio, embora com alguma dificuldade em condicionar a construção do Porto, devido à superioridade criada ora por Danilo ora por Otávio em aproximação aos centrais Pepe e Mbemba.

Quanto ao Porto, foi incidindo muito do seu jogo através do corredor direito, tanto pelos movimentos de Marega no ataque à profundidade como através da largura oferecida por Corona, para partir em ações de 1vs1 / 2vs1. Apesar de, maioritariamente na primeira parte, ter chegado por diversas vezes a zonas de finalização, faltou capacidade no momento de finalização, que poderia ter criado um resultado diferente para os dragões. Do ponto de vista defensivo, o Porto adotou uma postura muito pressionante, procurando criar desconforto na primeira fase de construção do Famalicão e teve mesmo algumas recuperações de bola em zonas avançadas, que poderiam ter tido uma melhor definição no momento de atacar a baliza de Defendi. Ainda assim, o Famalicão, principalmente através da saída média/longa, foi capaz de por uma ou outra vez ultrapassar essa pressão inicial da equipa de Sérgio Conceição, chegando próximo da baliza de Marchesin, como na oportunidade de golo de Diogo Gonçalves na primeira parte.

Momento do Jogo: Golo de Pedro Gonçalves aos 78′

  • Situação de 2vs2 no corredor central: Pedro Gonçalves & Racic vs Otávio & Sérgio Oliveira.
  • Temporização de Pedro Gonçalves fundamental para atrair a pressão de Otávio e criar ainda mais espaço entre linha defensiva e linha média, antes de soltar em Racic.
  • Ataque imediato ao espaço livre por Pedro Gonçalves, ganhando desde logo vantagem sobre Otávio.
  • Falta de controlo do espaço na zona central por parte do FC Porto, uma vez que Sérgio Oliveira saiu à pressão a Racic sem que a cobertura estivesse garantida.
  • Após progressão com bola por parte de Pedro Gonçalves, muito importantes os movimentos de Centelles, Guga e Toni Martinez a criar indefinição em Corona, Mbemba e Pepe, permitindo que Pedro Gonçalves chegasse o mais próximo possível da área e rematasse sem oposição.

Do lado do Famalicão, destaque para Uros Racic pela importância dos duelos que foi conquistando a meio campo e pela qualidade com que protege bola e simplifica as suas ações ofensivas. Fábio Martins com um jogo ligeiramente mais apagado, sem tantas oportunidades de receber bola de frente para o jogo e encarar no 1vs1, situações em que é realmente forte.

Relativamente ao Porto, nota mais para Corona. Tanto do ponto de vista individual através do drible, como pela capacidade que tem de se associar com os seus colegas, e embora jogando como lateral direito, foi o jogador com maior capacidade de criar desequilíbrios para ameaçar a baliza de Defendi através de situações de cruzamento. Por outro lado, as ausências de Marcano e Telles foram sentidas, uma vez que os substitutos Mbemba e Manafá não estiveram ao mesmo nível, sendo que a ausência de Telles foi particularmente notória pela incapacidade de criar situações de perigo pelo corredor esquerdo, canalizando bastante o jogo da equipa para o lado direito.