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SC Braga vs AS Roma: Duelo de velhos conhecidos

Num jogo onde Paulo Fonseca voltou onde já fora muito feliz, o treinador Português sai da Pedreira com uma vitória, que deixa boas perspetivas para a equipa Italiana atingir a próxima fase da prova.

O Sporting Clube de Braga entrou em campo contra os Italianos com três alterações no seu onze inicial. Entradas de Sequeira, Gaitán e Šporar para os lugares de Borja, João Novais e Abel Ruiz respetivamente.

Ambas as equipas entraram em campo com estruturas idênticas, organizadas em 3-4-3 quando em posse e em momento defensivo em 5-2-3. Apesar de estruturas similares, as dinâmicas de como ambas quiseram chegar ao golo foram distintas.

1ª Parte: Dzeko foi a diferença

O jogo não podia ter começado pior para os homens de Carlos Carvalhal. A Roma chegou ao golo, através de Dzeko num lance que foi desenhado pelo lado esquerdo explorando as costas de Ricardo Esgaio.

O jogador Português saiu a pressionar o ala esquerdo da Roma, é batido e a partir daí o desequilíbrio estava criado, Tormena também falha quando tenta pressionar Mkhitaryan, que acaba por jogar no meio com Diawara. Ricardo Esgaio não consegue acompanhar Spinazzola, que depois de receber o passe cruza onde está Dzeko pronto a finalizar.

Essa foi uma das maneiras que os comandados de Paulo Fonseca, usaram para criar perigo, atrair a equipa do Braga para o lado direito, com saída de bola curta onde Diawara baixava, Mancini avançava para o lado direito de Karsdorp que subia bastante no flanco direito levando com ele a pressão de Galeno. Depois com uma variação de flanco rápida eram capazes de explorar o espaço criado no lado oposto onde Spinazola e depois Bruno Peres tinham espaço para criar perigo.

Outra forma que a Roma usou para criar perigo, foi bola longa para Dzeko segurar e depois jogar com Pedro e Mkhitaryan que apareciam numa segunda linha, onde depois puderam criar situações de 3vs3.

Sem bola a formação Romana baixava para uma linha de 5 defesas, em que os centrais saiam para fazer pressão caso Gaitan ou Ricardo Horta tentassem receber a bola entrelinhas, enquanto Diawara iria cobrir esse espaço.

O Braga tentou criar superioridade numérica no meio-campo com Gaitán, a formação Bracarense quando em posse abria Sequeira como lateral esquerdo, Galeno subia no terreno para extremo deixando assim liberdade para que Gaitán se transformar-se num terceiro médio.

A equipa Italiana por jogar com os dois médios numa linha muito perto da linha defensiva, dificultou a ligação de jogo dos Bracarenses, para ultrapassar isso, os comandados de Carvalhal tentaram usar sub-dinâmicas de contra movimentos, com Gaitán a sair curto como apoio frontal, levando consigo Mancini (central do seu lado) e Fransérgio a tentar fazer movimentos em busca da profundidade partindo desse espaço criado.

2°parte: O vermelho mudou os planos

A segunda parte começou com o Braga com o plano, Šporar a tentar explorar as costas de Ibanez, através mais uma vez de contra movimentos, se Ricardo Horta vinha em apoio aos médios, o avançado esloveno tentava a busca da profundidade. Com isso, o Braga criou perigo um par de vezes.

Aos 55’ um dos momentos do jogo, Esgaio faz falta, leva o segundo amarelo e é expulso do jogo. O Braga reorganizou-se em 5-3-1, mas o jogo muda totalmente.

A Roma começou a controlar o jogo com bola, sem ir desesperadamente em busca do segundo golo, mas sim com calma a trocar a bola até encontrar os espaços certos para ferir o Braga.

Carvalhal ainda tentou mudar o rumo dos acontecimentos quando lançou para o terreno de jogo Borja e André Horta, mudando assim a sua estrutura para 4-4-1, com o jogador Colombiano a funcionar como médio esquerdo.

O segundo golo Romano chega numa altura em que ambas as equipas estavam contentes com o resultado, até que Mkhitaryan descobre espaço à frente de Raul Silva e faz um passe para Veretout que aproveita o fato de Borja não o ter acompanhado para cruzar e Mayoral fazer o golo.

Um resultado que deixa os Bracarenses a ir a Roma à procura de um milagre para se apurarem para a próxima fase da Liga Europa.



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