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O “campeão de Inverno” à chuva

Após exigentes jogos na meias finais frente a FC Porto e SL Benfica, a final desta edição da Taça da Liga colocava frente a frente Sporting e Braga.

Em Leiria estiveram então os dois últimos vencedores da prova e as duas equipas que nos últimos quatro anos para cá, mais têm vindo a marcar presença nesta final.

Em jogo, além do prestigiante troféu, estava a ambição de ambos os clubes em querer ganhar experiência competitiva em finais, conquistar títulos e marcar uma posição mais vincada no panorama futebolístico actual em Portugal.

1ª Parte em que a chuva não deu tréguas

O jogo iniciou com a confirmação de que em campo estavam o que muitos especialistas consideram as duas equipas que melhor praticam futebol em terras lusas.

Contudo, num estádio Dr. Magalhães Pessoa com um campo pesadíssimo devido às difíceis condições climatéricas que se assistiam, esse bom futebol não esteve tão presente no primeiro tempo, com ambas as equipas com muitos problemas para fazer com que a bola circulasse, não sendo possível saídas rápidas em contra-ataques, pois os passes acabavam inevitavelmente por ficar a meio do caminho, permitindo ao adversário recompor-se defensivamente.

  • Equipas taticamente muito evoluídas, o Sporting Clube de Portugal a evoluir no seu 3-4-3 em momento ofensivo, 5-4-1 em organização defensiva
  • Já o Sporting Clube de Braga fiel ao sistema de jogo 4-4-1-1, com Fransérgio a assumir o vértice do triângulo a meio campo, juntando ao avançado Abel Ruíz a atacar e auxiliando a dupla de médios Al Musrati e André Castro no processo defensivo
  • Braga a surgir em Leiria personalizado, num bloco alto e pressão alta, não permitia ao adversário ter iniciativa de jogo
  • Centrais sempre muito concentrados e atentos às coberturas aos seus laterais, não deixando haver situações de 1×1 nos corredores laterais
  • Preocupação de Carlos Carvalhal em não deixar jogar entre linhas: Ou através da linha de defesas e médios bem juntos e compactos reduzindo ao máximo o espaço, ora o central saltando na pressão do atacante que aparecesse com bola nessa zona
  • Em contraponto, a equipa leonina ia defendendo num bloco mais baixo, não hesitando em jogar direto na frente quando recuperasse posse de bola
  • A equipa de Rúben Amorim, denotou sérias dificuldades para ter a posse de bola em meio campo adversário, sendo inteligente ao esperar pacientemente pelo seu momento no jogo, e enquanto tal não surgia, defendendo de forma muito compacta e organizada
  • Ao cair do pano para o intervalo, o seu momento chegou através de um passe longo de Gonçalo Inácio solicitando uma demarcação de rutura para a área do ala Porro que já na área, num remate cruzado, inauguraria o marcador e colocava a sua equipa em vantagem!

2 Parte: Chuva deu tréguas, relvado aos poucos e poucos ia ficando cada vez menos ensopado

  • Os de Alvalade, moralizados pelo golo obtido, aparecem na 2ª parte por cima do jogo, pressionando mais alto num bloco bem mais subido, na procura de arrastar os seus adversários para zonas longe da sua baliza
  • Linha defensiva de cinco elementos muito bem alinhada e coordenada, conseguindo tirar vários foras de jogo e controlando bem a profundidade
  • Ao contrário do primeiro tempo, agora atacavam para a metade do campo, onde o terreno se encontrava mais pesado e que levava a maiores dificuldades na circulação de bola
  • O Sporting de Braga, pelas mesmas razões, passou agora a ter maiores dificuldades na sua primeira fase de construção de jogo, sendo obrigados a recorrer a um futebol mais direto e prático e que por não estarem tão rotinados, muitas das vezes era feito sem grande critério
  • Preocupação de ambos os técnicos (também ambos expulsos do jogo ainda na 1ª parte) em realizar cedo várias substituições (a começar logo no início do segunda metade), pressentindo o acumular de fadiga provocado pelas condições do relvado
  • No último terço ofensivo (relvado bem menos encharcado já), as condições mostravam-se as ideais para tirar partido de jogadores mais tecnicistas e fortes nas jogadas de 1×1 como Galeno ou Iuri Medeiros que viria a entrar na partida. Também Ricardo Horta ocupava agora, a posição de segundo avançado ao lado de Paulinho, dando maior criatividade ao ataque dos Arcebispos e na tentativa de ir desbloqueando as coberturas defensivas que iam sendo bem feitas nos flancos pelos oponentes (sobretudo mais pelo centro/esquerda) !
  • Aos poucos e poucos, iam conseguindo criar situações de maior perigo, crescer no jogo e forçar a equipa lisboeta a ir recuando no terreno, com maior incidência de ataques pelo corredor esquerdo
  • Todavia, uma linha defensiva verde e branca muito bem trabalhada, ia dando conta do recado, com o defesa central sempre muito bem nas coberturas ao ala do seu lado, não permitindo que os atacantes do Braga pudessem criar grande mossa.

Ruben Amorim leva novamente a Taça para casa

A equipa de Amorim levou novamente de vencida, desta feita, sobre a sua antiga equipa pela qual tinha vencido a última edição da prova.

Pena as condições do relvado não terem sido as melhores para a prática da modalidade e para um futebol espetáculo que ambos os planteis já nos brindaram ao longo desta temporada.

No entanto, ganhou a equipa que ao longo da Final Four demonstrou maiores competências e foi melhor!



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