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Antevisão Rangers

XI Provável

O Rangers desloca-se ao Estádio da Luz para defrontar o Benfica na 3ª jornada da Liga Europa. Um jogo que pode ser determinante nas contas da fase de grupos, perspetivando que os dois clubes têm condições para vencer os outros dois adversários: Lech Poznan e Standard Liège. O confronto direto entre os escoceses e portugueses deve decidir o 1º e 2º lugar.

As duas equipas chegam ao jogo de quinta-feira em momentos completamente diferentes. O Rangers vem de 9 vitórias consecutivas e em 18 partidas ainda não somou qualquer derrota, apenas empatando por duas ocasiões. Por outro lado, o Benfica vem de uma derrota por 3-0 contra o Boavista e em 9 jogos tem 7 vitórias e 2 derrotas.

A equipa orientada por Steven Gerrard chega praticamente na máxima força e deverá alinhar com o seu onze mais forte frente à equipa de Jorge Jesus.

Momento Defensivo

Sem bola o Rangers adota um sistema tático de 4-3-3, com um bloco compacto e linhas bem próximas. Conseguem jogar de forma proativa na procura da bola em zonas mais subidas, agressivos nas disputas e com uma pressão alta e constante. Quando não conseguem recuperar ou condicionar a saída na primeira fase de construção do adversário, baixam no terreno e reorganizam-se.

A ideia passa por levar o adversário para as faixas laterais, fechando o corredor central, para depois ativarem os indicadores de pressão e recuperarem a posse de bola. Um desses indicadores é o passe do central para o lateral, a partir desse momento a equipa pressiona de forma agressiva. Nas situações em que as equipas contrárias também sentem dificuldades nas receções, passes mal direcionados ou atrasos para o guarda-redes, os jogadores da linha ofensiva do Rangers procuram condicionar de forma imediata a saída do adversário.

Os elementos do meio campo, Davis, Kamara e Arfield, também são muito pressionantes nas disputas de bola e a equipa no geral reage muito bem às perdas, atacando de imediato o adversário para recuperarem a posse o mais rápido possível.

Ultrapassando a primeira linha de pressão, existem espaços para os adversários explorarem no setor intermédio ou nos corredores laterais, onde podem tirar vantagem de momentos de superioridade numérica.

Momento Ofensivo

Ofensivamente podem variar entre o 4-3-3 ou o 4-2-3-1 contra equipas com estruturas táticas mais defensivas. Os escoceses são uma equipa dominante que gosta de ter bola, é agressiva, rápida e com capacidade para desequilibrar no último terço.

Procuram construir desde trás com algumas variações. O médio mais recuado pode baixar e juntar-se aos centrais ou assumir o posicionamento de um dos laterais. Em ambos os casos, os laterais projetam-se no meio campo contrário, dando largura e profundidade nos seus corredores. Também é comum ver um dos médios interiores, Kamara e Arfield, a baixarem num dos corredores para construírem desde trás. O guarda-redes também assume um papel de destaque nas saídas desde trás.

Conseguem criar muitas situações de superioridade numérica em várias zonas do campo, com recurso a triangulações. O envolvimento ofensivo dos laterais, com o apoio de um dos médios interiores e o extremo em posições mais interiores, tornam o Rangers numa equipa imprevisível e difícil de defender nas faixas laterais.

Mesmo sem jogadores muito fortes no jogo aéreo e com capacidade física, a equipa insiste muito nos cruzamentos. Os laterais quando recebem com espaço e em zonas mais recuadas procuram cruzamentos antecipados para a entrada de um dos extremos no lado contrário.

Hagi, Kent e Morelos são jogadores diferenciados no momento de organização e transição. Muito rápidos no ataque à baliza contrária e na forma como exploram os espaços em profundidade. A pressão alta do Rangers faz com que a equipa recupere a bola em zonas adiantadas e procure rapidamente sair em ataques rápidos. Com espaço à entrada da área não hesitam em rematar.

Morelos pode funcionar como um jogador móvel na frente de ataque, aparecendo bem nas costas da defesa contrária ou descendo no terreno e permitindo que os extremos entrem no espaço que deixou.

Uma das dificuldades que sentem é no momento de construção, quando as equipas contrárias pressionam os centrais e o guarda-redes. Se a pressão for feita de forma a que bola não entre num dos médios é possível recuperar a posse em zonas muito perigosas.