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Barcelona sem Messi: Descer à Terra, coletivamente

“Tudo tem um fim”. Messi e Barcelona pareciam ser a exceção à regra. O contrariar de uma frase feita que tendia a eternizar a ligação com o clube que, em tempos, acolheu um menino carregado de sonhos e que hoje, em lágrimas, vê partir a peça central do concretizar dos sonhos de todos os adeptos blaugranas. 10 Ligas Espanholas, 7 Taças do Rei, 7 Supertaças de Espanha, 4 Ligas dos Campeões, 3 Supertaças Europeias, 672 golos e 305 assistências dizem, ainda assim, pouco sobre a preponderância de Messi nas épocas ao serviço do Barcelona.

Na última temporada no clube, o rendimento de Messi foi novamente tremendo, destacando-se desde os momentos de construção, à forma como como define em zonas de criação e pela capacidade que demonstra a finalizar:

Apesar de beneficiar de grande liberdade de movimentos, Messi atuou como avançado móvel num sistema tático de 4x3x3 e como avançado direito em 3x4x3.

Como avançado móvel, em 4x3x3
Como avançado direito, em 3x4x3

UMA NOVA ERA

Na jornada inaugural da La Liga 2021/2022, o Barcelona recebeu e venceu a Real Sociedad por 4-2. Ronald Koeman adotou o sistema tático 4x3x3 bastante utilizado na época transata, embora tenha terminado a temporada com um 3x4x3.

Foi já possível analisar algumas das dinâmicas que poderão servir de base ao desenvolvimento do processo de jogo deste novo Barcelona:

  • Construção de jogo apoiada desde o GR, com recurso a saída longa em situações de pressão.
  • Posicionamento de Depay como avançado móvel, a surgir como um 4º médio e livre de marcação dos centrais adversários.
  • Médios interiores De Jong e Pedri a surgir nos espaços deixados livre pelos movimentos de Depay.
  • Extremos Griezmann e Braithwaite a ocupar zonas interiores: aproximam-se de zonas de finalização e libertam os corredores laterais para Dest e Alba.

UM “DESCER À TERRA” NECESSARIAMENTE COLETIVO

A tentativa de substituir Messi seria um erro crasso. Tornar-se-ia não só um fardo demasiado pesado, como uma tarefa impossível para qualquer jogador atingir os níveis de rendimento do argentino. A solução terá, obrigatoriamente, de passar pelo sentido coletivo e pela capacidade de a equipa se reinventar para suprimir a falta de um jogador que, por tantas vezes, resolveu jogos por si só.



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