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Quem é este PSV Eindhoven?

Depois de uma época de desilusão, que começou com a eliminação da Champions frente ao PAOK, o Benfica iniciou muito bem esta temporada, com uma dupla vitória sobre o Spartak de Moscovo. Passando a 3ª pré-eliminatória, o sorteio definiu que o play-off seria contra o PSV Eindhoven.

O PSV tem sido uma das sensações no início desta temporada, ganhou 6 jogos, em 6 jogos oficiais realizados, com 17 golos marcados e 2 sofridos, passando duas pré-eliminatórias na Champions, contra Galatasaray e Midtjylland, e vencendo a Supertaça da Holanda, frente ao campeão Ajax.

Neste artigo, pretende-se apresentar a equipa holandesa, analisando as principais dinâmicas, ofensivas e defensivas, os pontos fortes e fracos, bem como as principais figuras individuais.

O líder chama-se Roger Schmidt

O PSV é orientado por uma equipa técnica liderada pelo alemão Roger Schmidt. Um treinador que se notabilizou no Red Bull Salzburgo, passando depois com algum sucesso pelo Bayer Leverkusen. É um treinador conhecido pelo futebol ofensivo, tendo quase sempre equipas que estiveram entre as equipas que mais golos faziam, mas procurando ter equilíbrios, principalmente pelos médios centro. Chegou ao PSV na época passada, vindo da China, ficou em 2º lugar e foi o 3º melhor ataque da Liga Holandesa.

Esquema utilizado

O esquema base da equipa holandesa é o 4x2x3x1 em organização ofensiva, com os médios centro a baixarem, para obrigar o adversário a colocar muitos jogadores a pressionar, libertando depois os jogadores da frente que são muito rápidos. Em organização defensiva, a equipa pressiona num 4x4x2, pressão agressiva em bloco alto e com muitas referências individuais.

Momento Ofensivo

A equipa procura construir desde trás, de forma apoiada e com muitos jogadores. A equipa constrói com a linha de 4 defesas, laterais ligeiramente projetados mas sempre próximos, com o apoio dos 2 médio centro e por vezes, ainda, com um dos avançados ou médio ofensivo entrelinhas. A equipa procura arrastar adversário a um corredor e depois procurar sair da pressão, com o objetivo de encontrar o extremo do lado contrário, porque esses são os principais desequilibradores.

Com o adversário a dar mais distância na pressão, o PSV pode procurar bolas em profundidade nas costas dos defesas, principalmente contra uma equipa como o Benfica, que denota alguns problemas no espaço entre GR e defesas centrais. Aqui, é muito importante os defesas centrais, não serem arrastados na pressão, de forma a não criarem espaços entre eles e estarem sempre muito bem preparados para tirar a profundidade.

Ponto Forte no Momento Ofensivo

O principal ponto forte da equipa holandesa no seu momento ofensivo, é a transição ofensiva em contra-ataque e a capacidade que extremos e avançados têm para atacar rapidamente a baliza adversária. Principal destaque para a capacidade de definição dos médios e para a velocidade dos extremos Madueke e Gakpo/Bruma. Muito importante pressionar os jogadores preparados para a transição ofensiva e procurar retardar as situações de 1×1.

Ponto Fraco no Momento Ofensivo

Apesar da equipa conseguir muitas vezes sair da pressão, quando a pressão é feita de forma agressiva e as linhas de passe dos centrais ou laterais é cortada, o PSV perde algumas bolas, permitindo ao adversário criar algumas situações de perigo.

O Benfica, no seu processo defensivo, poderá jogar com 5 ou 4 defesas, se jogar com 5 fica mais protegido nas transições e nas situações de 1×1 com os extremos. Se jogar com 4, devido à ausência de Verthongen, será importante por uma questão de equilíbrios, jogarem com 3 médios do Benfica (Meité, Weigl e João Mário), para evitar situações de superioridade no meio campo.

Momento Defensivo

O PSV pressiona em 4x4x2 agressivos e em bloco alto. É uma equipa que procura muitas marcações individuais, os avançados pressionam os centrais e os extremos rapidamente sobem para pressionar laterais e um dos médios salta na pressão, caso o médio defensivo adversário baixe para junto dos centrais. Um dos grandes problemas que a equipa sente, são os espaços entrelinhas, principalmente nas costas dos extremos. Por outro lado, caso o adversário opte pelo jogo longo, com equipa aberta, se o PSV perde a primeira bola há muito espaço quer nos corredores, quer entrelinhas, para a equipa ganhar a segunda bola.

Ponto Fraco no Momento Defensivo

A equipa holandesa dá muitos espaços nas costas da linha média. Isso permite aos adversários, criar situações de superioridade com os laterais, principalmente laterais como o PSV tem, que são atraídos pela pressão.

O Benfica, no seu processo ofensivo, da forma como tem jogado com Waldshmidt e Yaremchuk, é favorável, dado que devido à sua mobilidade, permitirá criar alguns espaços na linha defensiva da equipa holandesa. Muito importante, um dos médios do Benfica, principalmente João Mário, estar nas costas dos médios adversários, ou os extremos por dentro, de forma a criar superioridade e dúvida na linha defensiva do PSV.

Destaques Individuais

Noni Madueke (Extremo Direito)

Ibrahim Sangaré (Médio Defensivo)

Mario Gotze (Médio Centro)

Cody Gakpo (Extremo)



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