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Ataque Posicional e Contra-Ataque, ainda que de forma algo ambígua, foram e são sempre dois conceitos que geraram e geram grande debate no atual meio futebolístico.

Em termos técnicos, olhando para os dois conceitos convém, antes de tudo, enquadrá-los naquilo que são os momentos mais macro do jogo: no caso a organização ofensiva (ataque posicional) e a transição ofensiva (contra-ataque), e a partir daí falar nesses seus sub momentos associados, ou seja, os designados métodos de jogo.

O ataque posicional, caracteriza-se, entre outros, por uma maior elaboração do processo ofensivo: maior nº de passes, maior percentagem de posse de bola e maior nº de jogadores envolvidos.

O contra-ataque, surge como um método de jogo que advém do momento de transição ofensiva e é caracterizado por: momento após o ganho da bola e correspondente “agressão” ao adversário que se encontra desorganizado defensivamente, envolvência de poucos jogadores e efetuado de forma rápida, com poucas ligações entre os jogadores (baixo nº de passes).

Olhando para o report da Liga NOS da presente época, passemos a análise do mesmo, tendo em conta estes dois parâmetros: Ataque Posicional e Contra-Ataque.

Como já referido anteriormente, um dos conceitos associados ao ataque posicional, reside na percentagem de posse de bola e na manutenção da mesma no maior período de tempo possível.

Neste capítulo, o Sporting é a equipa que apresenta uma maior média de percentagem de posse de bola – 58% – e uma maior duração média de manutenção dessa mesma posse: 17.1 segundos – essencialmente em intervalos de tempo mais logos (15-45/+ segundos).

ATAQUE POSICIONAL

No que diz respeito à duração dos ataques terminados com golo, o SC Braga é a equipa que mais elabora os seus ataques até obter esse momento de finalização (com golo): 28.3 segundos em média.

Vitória SC (24.3”), Benfica (24.2”), Porto (19.3”) e Famalicão (17.1”), completam, respetivamente, o top 5.

Por seu lado, o Tondela é a equipa que menos elabora os seus ataques: 4.6” até culminar ação ofensiva com golo.

Boavista (6.6”), Belenenses (6.3”), Vitória de Setúbal (5.2”) e Santa Clara (5.1”) fecham, respetivamente, esta tabela.

No que concerne aos golos marcados em ataque posicional, o SC Braga e o FC Porto são as equipas com maior número de golos obtidos, 24.

Vitória SC (22 golos), Benfica (21 golos) e Sporting (17 golos), fecham o top 5 de equipas com mais golos marcados em ataque posicional.

Com menos golos em ataque posicional aparecem Santa Clara e Boavista, ambas com 5 golos marcados, Paços e Tondela, ambas com 9 golos marcados.

No caso do SC Braga, estes, aliam um maior dispêndio na elaboração dos seus ataques com o número de golos obtidos nesses mesmo ataques, isto é, em ataque posicional.

SC BRAGA: ATAQUE POSICIONAL + GOLOS MARCADOS


Dentro dessa maior ou menor elaboração do processo ofensivo, está assente e interligado aquilo que é a quantidade de passes médios que cada equipa executa até chegar ao golo.

O Benfica efetua, em média, 9 passes entre os seus jogadores até chegar ao golo. É a equipa que mais passes realiza até chegar a essa situação de finalização.

BENFICA: Nº PASSES EM MÉDIA + GOLOS MARCADOS

SC Braga (8.2 passes), FC Porto (7.5 passes), Vitória SC (6.6 passes) e Rio Ave (5.2 passes), completam o top 5.

Por seu turno, o Tondela (1.38 passes) é a equipa que menos passes executa até finalizar (golo).

Santa Clara (1.71 passes), Boavista e Aves (ambas com 1.96 passes) e Paços de Ferreira (2 passes), fecham esta tabela.

Analisando e correlacionando então esses dados, em termos gerais, podemos constatar que as equipas que apresentam um maior dispêndio de tempo na elaboração e duração dos seus ataques, são aquelas em que o número de passes realizados entre os seus jogadores é maior, até chegar ao momento de finalização (golo), e vice-versa.

Estes dados estatísticos levam-nos a olhar também para outro ponto de análise, isto é: equipas que apresentam uma ideia de jogo com um futebol mais apoiado, elaborado e ligado, são aquelas que, em termos gerais, se situam na primeira metade da tabela classificativa. Por outro lado, equipas com um futebol mais direto e não tão ligado, são aquelas que se situam na segunda metade da tabela.

CONTRA-ATAQUE

Relativamente aos golos obtidos através de contra-ataque, o Famalicão é aquela que apresenta um maior nº de golos neste momento do jogo: 14 golos (metade dos seus golos, excluindo as bolas paradas, foram obtidos através de contra-ataque).

FAMALICÃO: CONTRA-ATAQUE + GOLOS MARCADOS

Benfica (12 golos), Vitória SC (11 golos), Braga (10 golos) e Gil Vicente (9 golos), completam o top 5 de golos obtidos em contra-ataque.

Por outro lado, Santa Clara (2 golos), Portimonense (2 golos), Desp. Aves (3 golos) e Belenenses (3 golos) são aquelas que por menos vezes concretizaram em golos as suas ações de contra-ataque.

ATAQUE POSICIONAL VS CONTRA-ATAQUE

Analisando somente o nº de golos de bola corrida (excluindo os lances de bola parada), o SC Braga apresenta-se como a equipa com mais golos obtidos, 34: 24 golos marcados em ataque posicional e 10 golos marcados em contra-ataque.

Vitória SC (33 golos: 22 em AP + 11 em CA), Benfica (33 golos: 21 em AP + 12 em CA), Porto (30 golos: 24 em AP + 6 em CA) e Famalicão (28 golos: 14 em AP + 14 em CA), completam o top 5.

Ao invés, o Santa Clara é a equipa que menos golos obteve através de lances de bola corrida, apenas 7: 5 em ataque posicional + 2 em contra-ataque.

Boavista (9 golos: 5 em AP + 4 em CA), Tondela (11 golos: 7 em AP + 4 em CA), Portimonense (11 golos: 9 em AP + 2 em CA) e Paços de Ferreira (11 golos: 7 em AP + 2 em CA), completam e fecham a tabela de equipas com menos golos efetuados através de lances de bola corrida.